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Começou nesta segunda-feira (14.03), a cobrança da Base de Cálculo dupla para o DIFAL contribuinte em SP

Decreto do Governo do Estado também estabelece que a cobrança do DIFAL não contribuinte será retomada a partir do próximo dia 1º de abril

Por meio do decreto 66.559, publicado no último sábado (12.03), o Governo do Estado de São Paulo estabeleceu que da Base de Cálculo Dupla para o DIFAL contribuinte será exigida a partir desta segunda-feira (14.03), e a cobrança do DIFAL não contribuinte será retomada a partir do próximo dia 1º de abril.

Na entrada interestadual de material para uso, consumo e ativo imobilizado para calcular o DIFAL, o contribuinte paulista deve levar em conta a base de cálculo dupla. Isso significa que para calcular a base do DIFAL, ele deve considerar como se a aquisição fosse feita em SP.

Por exemplo: Considerando uma nota fiscal de venda de ativo oriunda de outro Estado da Federação no valor de R$ 10.000,00 com destaque de ICMS de R$ 1.200,00 (12%), o contribuinte adquirente deverá levar em conta para efeito de cálculo da Base Dupla a alíquota interna, que no caso de São Paulo é de 18%.

E como ficaria o valor da diferença a ser recolhida em favor do Estado de destino:

Valor da mercadoria destacado no documento fiscal de 10.000,00, subtraindo o valor do imposto da origem de R$ 1.200,00, teremos um valor sem imposto de R$ 8.800,00.

Agora com a nova base de cálculo: R$ 8.800,00/0,82 = R$ 10.731,71 X 18% = R$ 1.931,71

Portanto, termos o seguinte valor a recolher: R$ 1.931,71 (ICMS 18% Interno) – R$ 1.200,00 (ICMS 12% Interestadual) = R$ 731,71 (Valor a ser recolhido para o destino, que neste caso seria para São Paulo), lembrando que esta sistemática de cálculo é somente entre contribuintes do ICMS, não se confundindo com as operações envolvendo Contribuinte de ICMS x Não – Contribuinte.

Leia abaixo a íntegra do decreto:

DECRETO Nº 66.559, DE 11 DE MARÇO DE 2022

Introduz alterações no Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de

Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de

Comunicação – RICMS

JOÃO DORIA, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto na Lei Complementar federal nº 190, de 4 de janeiro de 2022, na Lei

nº 17.470, de 13 de dezembro de 2021, e no Convênio ICMS 236/21, de 27 de dezembro de 2021, decreta:

Artigo 1° – Os dispositivos adiante indicados do Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – RICMS, aprovado pelo Decreto nº 45.490, de 30 de novembro de 2000, passam a vigorar com a seguinte redação:

I – do artigo 2º:

a) o inciso VI:

“VI – na entrada, no território deste Estado, de bem ou mercadoria oriunda de outro Estado ou do Distrito Federal, adquirida por contribuinte do imposto e destinada a uso ou consumo ou à

integração ao ativo imobilizado;”; (NR)

b) o inciso XVIII:

“XVIII – no início da prestação de serviço de transporte, exceto de passageiros, iniciada em outra unidade federada com destino a este Estado, não vinculada a operação ou prestação

subsequente alcançada pela incidência do imposto e cujo tomador não seja contribuinte localizado neste Estado;”; (NR)

II – os §§ 6º e 7º do artigo 36:

“§ 6º – Na hipótese da alínea “b” do inciso VI, o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual será devido a este Estado quando ocorrer, em território

paulista, a entrada física da mercadoria ou bem ou o fim da prestação do serviço.

“§ 7º – Nos serviços de transporte iniciados em outra unidade federada com destino a este Estado e não vinculados a operação ou prestação subsequente alcançada pela incidência do

imposto, o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual deverá ser pago pelo:

1. tomador, na hipótese de ser contribuinte do imposto localizado neste Estado;

2. prestador, no caso de prestação de serviço de transporte, exceto de passageiros, na hipótese de o tomador não ser contribuinte do imposto localizado neste Estado.”; (NR)

III – do artigo 37:

a) o inciso VI:

“VI – quanto às entradas aludidas no inciso VI, o valor da operação sujeito ao imposto neste Estado;”; (NR)

b) os incisos X e XI:

“X – quanto à utilização de serviço aludida no inciso XIV, o valor da prestação sujeito ao imposto neste Estado;

XI – quanto às saídas aludidas no inciso XVII e aos serviços aludidos no inciso XVIII, o valor da operação ou prestação.”;

(NR)

IV – o artigo 49:

“Artigo 49 – O montante do imposto, inclusive na hipótese dos incisos IV, VI, XIV, XVII e XVIII do artigo 2º, integra sua própria base de cálculo, constituindo o respectivo destaque mera indicação para fins de controle (Lei 6.374/89, art. 33, na redação

da Lei 17.470/21, art. 1º, III).”; (NR)

V – o § 3º do artigo 52:

“§ 3º – São internas, para fins do disposto neste artigo:

1. as operações com mercadorias entregues a consumidor final não contribuinte do imposto no território deste Estado, independentemente do seu domicílio ou da sua eventual inscrição no Cadastro de Contribuintes do ICMS de outra unidade federada;

2. as prestações de serviço de transporte de passageiros iniciadas no território deste Estado com destino a outro Estado ou ao Distrito Federal, quando o tomador não for contribuinte

do imposto localizado na unidade federada de destino.”; (NR)

VI – o item 2 do § 3º do artigo 56-C:

“2. pelo contribuinte não inscrito no Cadastro de Contribuintes do ICMS deste Estado, até o dia indicado no parágrafo único do artigo 254-A.”; (NR)

VII – do artigo 117:

a) o inciso II:

“II – como débito, no quadro “Débito do Imposto – Outros Débitos”, com a expressão “Inciso II do Art. 117 do RICMS”, o valor do imposto decorrente da aplicação da alíquota interna

sobre a base de cálculo correspondente ao valor da operação ou prestação sujeito ao imposto neste Estado, observado o disposto no artigo 49.”; (NR)

b) o item 2 do § 5º:

“2. como débito, no quadro “Débito do Imposto – Outros Débitos”, com a expressão “Inciso II do Art. 117 do RICMS”, o valor do imposto decorrente da aplicação da alíquota interna

sobre a base de cálculo correspondente ao valor da operação ou prestação sujeito ao imposto neste Estado, observado o disposto no artigo 49.”; (NR)

VIII – o § 6º do artigo 3º do Anexo IV:

“§ 6º – O estabelecimento localizado em outra unidade federada, inscrito ou não no Cadastro de Contribuintes do ICMS deste Estado, que realizar operações ou prestações destinadas

a não contribuinte do imposto localizado neste Estado deverá recolher o imposto devido a este Estado até o dia 15 do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador – CPR 1150.”. (NR)

Artigo 2° – Ficam acrescentados ao Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – RICMS, aprovado pelo Decreto nº 45.490, de 30 de novembro de 2000, os dispositivos adiante indicados, com a seguinte redação:

I – o artigo 10-A:

“Artigo 10-A – É ainda contribuinte do imposto nas operações ou prestações que destinem mercadorias, bens ou serviços a consumidor final localizado neste Estado, em relação

à diferença entre a alíquota interna deste Estado e a alíquota interestadual (Lei 6.374/89, art. 7º, § 2º, acrescentado pela Lei 17.470/21, art. 2º, II):

I – o destinatário da mercadoria, bem ou serviço, na hipótese de ser contribuinte do imposto localizado neste Estado;

II – o remetente da mercadoria ou bem ou o prestador de serviço localizado em outra unidade federada, na hipótese de o destinatário localizado neste Estado não ser contribuinte do

imposto.

Parágrafo único – O contribuinte localizado neste Estado que promover operação ou prestação interestadual destinada a consumidor final não contribuinte do imposto localizado em

outra unidade federada deverá, em relação à diferença entre a alíquota interna do Estado de destino e a alíquota interestadual,

observar a legislação da unidade federada de destino.”; II – ao artigo 36, o inciso VI:

“VI – tratando-se de operações ou prestações interestaduais destinadas a consumidor final localizado neste Estado, em relação à diferença entre a alíquota interna deste Estado e a

alíquota interestadual:

a) o do estabelecimento do destinatário, quando o destinatário ou tomador for contribuinte do imposto;

b) o do estabelecimento do remetente ou onde tiver início a prestação, quando o destinatário ou tomador não for contribuinte do imposto.”;

III – ao artigo 37, os §§ 10 e 11:

“§ 10 – Para estabelecer a base de cálculo do imposto devido a este Estado, nas operações ou prestações interestaduais originadas ou iniciadas em território paulista, deverá ser utilizada:

1. a alíquota interestadual prevista para a operação ou prestação quando o destinatário for contribuinte do imposto localizado no Estado de destino;

2. a alíquota interna do Estado de destino aplicável à operação ou prestação, nos demais casos.

§ 11 – Nas hipóteses dos incisos VI, X e XI, deverá ser utilizada a alíquota interna deste Estado para estabelecer a base de cálculo da operação ou prestação.”;

IV – ao artigo 61, os §§ 17 e 18:

“§ 17 – Nas operações ou prestações interestaduais originadas ou iniciadas neste Estado, o crédito relativo às operações ou prestações anteriores poderá ser deduzido do débito correspondente ao imposto devido a este Estado.

§ 18 – Nas hipóteses dos incisos XVII e XVIII do artigo 2º,

o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual deverá ser recolhido a este Estado sem a dedução de qualquer crédito relativo a operações ou prestações

anteriores.”;

V – ao artigo 117, o § 7º:

“§ 7º – O disposto neste artigo aplica-se, também, na hipótese em que a mercadoria entrada no território deste Estado, nos termos do inciso VI do artigo 2º, não seja objeto de entrada no

estabelecimento do contribuinte, devendo o disposto no “caput” ser observado no período em que a mercadoria tiver entrado no território deste Estado.”;

VI – ao artigo 254-A, o parágrafo único:

“Parágrafo único – Os débitos constituídos nos termos do “caput” poderão ser recolhidos, por mês de referência, até o dia 15 do mês subsequente ao da emissão dos documentos fiscais,

sem os acréscimos legais, tais como a multa prevista no artigo 528 e os juros de mora, observada a disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda e Planejamento.”.

Artigo 3° – Ficam revogados os dispositivos adiante indicados do Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de

Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – RICMS, aprovado pelo Decreto nº 45.490, de 30 de novembro de 2000:

I – a alínea “c” do inciso II do artigo 36;

II – do artigo 115:

a) os incisos XV-B e XV-C;

b) o § 9º.

Artigo 4º – A diferença entre as alíquotas interna do Estado de São Paulo e interestadual – DIFAL, nas operações e prestações destinadas a consumidor final não contribuinte do ICMS localizado neste Estado, será exigida a partir de 1º de abril de 2022.

Artigo 5º – Este decreto entra em vigor em 14 de março de 2022, exceto em relação ao inciso V do artigo 1º, retroagindo seus efeitos a 5 de janeiro de 2022.

Palácio dos Bandeirantes, 11 de março de 2022

JOÃO DORIA

Rodrigo Garcia

Secretário de Governo

Tomás Bruginski de Paula

Secretário Executivo, Respondendo pelo Expediente da

Secretaria da Fazenda e Planejamento

Cauê Macris

Secretário-Chefe da Casa Civil

Publicado na Secretaria de Governo, aos 11 de março de

2022.

OFÍCIO Nº 091/2022 – GS/SRE

Senhor Governador, Tenho a honra de encaminhar a Vossa Excelência a inclusa minuta de decreto, que introduz alterações no Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual

e Intermunicipal e de Comunicação – RICMS, aprovado pelo Decreto nº 45.490, de 30 de novembro de 2000, e dá outras providências.

A minuta propõe implementar, no RICMS, as disposições trazidas pela Lei Complementar Federal nº 190, de 4 de janeiro de 2022, e pela Lei nº 17.470, de 13 de dezembro de 2021.

As alterações propostas referem-se ao imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual – DIFAL, nas operações e prestações destinadas a consumidor

final, contribuinte ou não do ICMS, localizado em outra unidade federada.

Com essas justificativas e propondo a edição de decreto conforme a minuta, aproveito o ensejo para reiterar-lhe meus protestos de estima e alta consideração.

Tomás Bruginski de Paula

Secretário Executivo, respondendo pelo Expediente da Secretaria da Fazenda e Planejamento

À

Sua Excelência o Senhor

JOÃO DORIA

Governador do Estado de São Paulo

Palácio dos Bandeirantes

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